O aumento deliberado do consumo de fibras, apelidado de fibermaxxing, saiu das redes sociais e virou movimento de mercado, e uma pesquisa da Datassential indica que cinquenta e quatro por cento dos consumidores demonstram interesse por alimentos e bebidas ricos em fibras, enquanto a mesa brasileira segue abaixo da faixa recomendada para adultos.
O contraste entre o entusiasmo do mercado e o prato de todo dia é o que dá sentido ao tema, porque a indústria já formula produtos em torno do nutriente enquanto o consumo de fibras no Brasil permanece distante da quantidade indicada por dia para adultos.
O que este artigo aborda:
- O que é o fibermaxxing e por que a busca por fibras cresceu?
- O que as fibras fazem no organismo?
- Quanto de fibra se recomenda por dia e quanto o brasileiro come?
- Onde a tendência exagera e por que mais nem sempre é melhor?
- Como aumentar o consumo de fibras sem passar mal?
- Onde a alimentação entra no acompanhamento metabólico?
O que é o fibermaxxing e por que a busca por fibras cresceu?
Fibermaxxing é o nome dado ao esforço consciente de elevar a ingestão de fibras muito além do que a rotina alimentar costuma oferecer.
O termo nasceu nas redes sociais e ganhou tração no varejo, e o levantamento divulgado pela Central do Varejo mostra a onda de produtos ricos em fibras que responde a esse interesse, com bebidas, cereais e itens industrializados formulados para destacar o nutriente já no rótulo nutricional.
A tendência circula com promessas de saciedade e de intestino regulado, e chega ao consumidor antes de qualquer referência de medida, o que explica por que tanta gente busca elevar o aporte de fibras sem saber quanto é suficiente.
O que as fibras fazem no organismo?
Fibras alimentares são a parte dos vegetais que resiste à digestão no intestino delgado e chega praticamente intacta ao intestino grosso.
A Sociedade Brasileira de Diabetes descreve a importância das fibras na alimentação pelo efeito de reduzir a absorção de colesterol, de gorduras e de açúcares e de prolongar a saciedade, o que ajuda a entender por que o nutriente aparece ligado ao controle glicêmico e não apenas ao funcionamento do intestino.
As fibras solúveis se dissolvem em água e formam um gel que retarda o esvaziamento do estômago, enquanto as fibras insolúveis aumentam o volume do bolo fecal e aceleram o trânsito intestinal, e a microbiota intestinal fermenta parte desse material no intestino grosso.
Quanto de fibra se recomenda por dia e quanto o brasileiro come?
A distância entre o recomendado e o consumido é o dado que organiza toda a discussão sobre consumo de fibras no país.
A Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE, registra consumo médio de quinze gramas por dia, valor bem abaixo da faixa de vinte e cinco a trinta gramas indicada para adultos, número retomado pelo Hoje em Dia ao tratar da armadilha por trás do aumento da ingestão de fibras.
| Referência de consumo de fibras | Valor |
|---|---|
| Interesse por alimentos e bebidas ricos em fibras, segundo a Datassential | 54% dos consumidores |
| Consumo médio diário no Brasil, pela Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE | 15 g |
| Faixa diária indicada para adultos | 25 g a 30 g |
| Meta difundida por parte das propostas em redes sociais | 50 g ou mais |
Onde a tendência exagera e por que mais nem sempre é melhor?
O exagero aparece quando a meta difundida nas redes ultrapassa com folga a faixa de referência para adultos.
Parte das propostas que circulam sugere ingestão muito acima do indicado, e o resultado costuma ser desconforto abdominal, gases e sensação de estufamento, além de dietas pouco variadas quando o prato passa a girar apenas em torno de um nutriente e deixa outros grupos alimentares em segundo plano.
Subir o consumo de fibras também não é recomendação universal, porque quem convive com condições intestinais específicas pode responder mal ao aumento rápido, e nesses casos a decisão deixa de ser de rotina e pede orientação profissional individualizada.
Como aumentar o consumo de fibras sem passar mal?
A régua prática é subir aos poucos, distribuir ao longo do dia e acompanhar a resposta do próprio intestino.
O aumento gradual existe porque uma quantidade grande de uma só vez tende a produzir desconforto, e a transição fica mais confortável quando o consumo de fibras cresce em pequenas doses ao longo de semanas, acompanhado de água suficiente para que o material fermentável circule sem travar o trânsito.
- Subir a quantidade aos poucos, ao longo de semanas, em vez de saltar de uma vez para a faixa de 25 g a 30 g por dia
- Distribuir as fibras entre as refeições, em vez de concentrar tudo em uma única
- Acompanhar a ingestão de líquidos durante toda a transição
- Variar as fontes entre fibras solúveis, como aveia, feijão e frutas com casca, e fibras insolúveis, como folhas, farelo de trigo e sementes
- Observar a resposta do próprio intestino e ajustar o ritmo quando aparecer desconforto
- Ler o rótulo nutricional para identificar o teor de fibras em produtos industrializados
Suplementos de fibra e bebidas com fibra prebiótica aparecem como atalho na prateleira para elevar o consumo de fibras, mas a alimentação variada continua sendo a referência principal, e a escolha por qualquer produto formulado pede leitura do rótulo e critério, sem adesão automática à tendência.
Onde a alimentação entra no acompanhamento metabólico?
A alimentação entra como um dos fatores observados quando o acompanhamento de saúde parte da rotina real de cada pessoa.
Esse tipo de leitura ajuda a explicar a procura por serviços de medicina personalizada, campo em que atua o médico Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes, com atuação em emagrecimento, metabolismo, saúde hormonal e longevidade, que trabalha com protocolos individualizados e acompanhamento continuado a partir da rotina de cada paciente.
A unidade fica em Resende Costa, em Minas Gerais, e recebe pacientes de outros estados, e o Dr. Eliphas Levi organiza o atendimento pelo método de rotina, desenvolvimento e aprimoramento, que parte da leitura do dia a dia antes de qualquer conduta.
Ao longo de cinco anos, mais de duas mil pessoas passaram pelo atendimento dele, e mais de cento e cinquenta pacientes seguem em acompanhamento ativo.
Para quem come menos fibra do que se recomenda e vê a tendência circular, o critério útil continua sendo a medida, porque o ganho aparece na constância da mudança e na variedade do prato ao longo do tempo, mais do que em qualquer meta elevada.


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